Rascunho — sem revisão clínica
Anatomia de um pedido bem escrito
Um pedido tem sete partes. Seis são rápidas e a sétima é a que muda o exame.
Situações genéricas, nunca um caso concreto.
As sete partes
- Identificação do paciente, legível.
- Nome do exame conforme a nomenclatura vigente — e não o apelido de corredor.
- Região e lateralidade, por extenso. Abreviação de lado é fonte conhecida de erro.
- Com ou sem contraste, quando a escolha for sua.
- Se é primeiro exame ou controle — e, sendo controle, de quê e de quando.
- Identificação sua, com telefone que atende.
- A pergunta clínica.
A sétima parte
É a única que não tem substituto. As outras seis podem ser conferidas por outra pessoa; a pergunta clínica só existe se você escrever.
Uma frase basta. Quadro, tempo de evolução, e a hipótese que você quer confirmar ou afastar.
O que costuma sobrar
- Histórico inteiro colado do prontuário — o relevante se perde no meio.
- Lista de todas as medicações, quando nenhuma muda o protocolo.
- Pedido de vários exames na mesma linha, sem dizer qual responde o quê.
O que costuma faltar
- Cirurgia prévia e o que foi retirado.
- Tratamento em curso.
- Data da última menstruação, em exame de pelve.
- Implante ou material de síntese.
- Função renal, quando há contraste.
- A pergunta.