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Lucas D. Camargos Médico · Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Como este site é feito

Mostrar o método é parte do argumento. Se o site pede que se leia com atenção às fontes e aos limites, ele precisa se submeter à mesma régua.

Toda página carrega procedência

Fonte, data de revisão, próxima revisão e quem revisou aparecem na margem, não escondidos no rodapé. Conteúdo com revisão vencida não desaparece em silêncio: ele passa a exibir um selo de revisão pendente.

Página ainda em rascunho não esconde isso: ela carrega o selo de rascunho no alto, com o motivo. Boa parte do site está nesse estado agora — o que está escrito não passou por revisão clínica concluída, e a página diz isso antes de você ler qualquer linha.

Escrever simples é verificado, não prometido

Cada página dirigida a pacientes tem a legibilidade medida a cada compilação, pelo índice de Flesch adaptado ao português. Texto acima do limiar de dificuldade não é publicado — a compilação falha. Isso existe porque o material educativo em radiologia costuma ser escrito acima do nível de leitura de quem vai lê-lo. Quando mediram os 131 textos para pacientes do RadiologyInfo.org — a biblioteca mantida pelo Colégio Americano de Radiologia e pela sociedade norte-americana —, a média ficou acima do 11º ano de escolaridade em todas as seis escalas usadas. Nenhum dos 131 alcançou o 8º ano, que é a leitura média do adulto, e nenhum alcançou o 6º, que é o nível recomendado para material de paciente. Não é um problema de tradução: é do gênero.

A escada de certeza é publicada, não subentendida

As palavras que medem dúvida — possível, provável, compatível com — não chegam ao leitor com o peso que quem escreve imagina. Isso está medido, e há tempo. Num estudo clássico, médicos atribuíram uma probabilidade às expressões mais usadas em laudo e repetiram o exercício semanas depois: os valores variaram entre pessoas e também dentro da mesma pessoa. Num outro, com 33 radiologistas e 67 médicos de outras áreas, houve acordo em 25 de 36 expressões — e divergência em 11, entre elas compatível com. Já médicos de emergência, perguntados sobre o que atrapalha, apontam justamente os termos evasivos.

A resposta que a própria radiologia deu para isso não foi abandonar as palavras: foi publicar a régua junto delas. No Memorial Sloan Kettering, o léxico de certeza é impresso dentro de cada laudo, para que quem lê tenha a mesma chave de quem escreveu. Este site é essa chave, do lado de fora — e é por isso que a escala de certeza tem verbete próprio em vez de ficar implícita.

Regras que quebram a publicação

  • Página que sai do rascunho sem fonte, sem data de revisão e sem revisor não publica — a compilação falha. Enquanto está em rascunho, ela publica marcada como rascunho, e é assim que se distingue o que foi revisado do que ainda não foi.
  • Linguagem promocional, superlativo ou garantia de resultado não publica.
  • Orientação individual em texto de paciente não publica.
  • Formulário, campo de busca que envie dados e upload de arquivo não publicam. Canal de mensagem tem uma exceção, e ela é declarada aqui em vez de escondida: existe um WhatsApp para médicos solicitantes discutirem laudos. Ele vive num único componente auditado, aparece só em /solicitantes e na página do código do laudo, nunca em página dirigida a paciente, e a compilação falha se um link de WhatsApp surgir em qualquer outro arquivo.
  • Recurso carregado de outro servidor não publica.
  • Página sem a identificação profissional no rodapé não publica.
  • Verbete sem a faixa de orientação e sem o bloco de limite não publica.

Correção pública

Erro factual corrigido recebe nota datada em o que mudou. Correção silenciosa não é correção.

O que sustenta esta página

A régua vale para esta página também: o que se afirma aqui sobre legibilidade e sobre linguagem de incerteza vem daqui. Todas aparecem reunidas em fontes.